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sábado, 9 de março de 2019

Filmes: F is for Female

Chegou a altura de pensar sobre os filmes que vi em Fevereiro. Isto levou-me a perceber que sem querer, à excepção do primeiro, apenas vi filmes com protagonistas mulheres e todos eles filmes de época! Não fiquei extremamente surpreendida, porque é o tipo de filmes que gosto de ver, mas é curioso só ter visto isto durante este mês. A única excepção foi o Fantastic Beasts: Crimes of Grindelwald, mas nem o incluo neste balanço, porque já o tinha visto em Novembro. 

Bem, nós aqui já sabemos como é que isto funciona. Na altura dos Oscars, queremos sempre ver uma série de filmes que estão nomeados, mas depois acabamos por ver só um ou dois... Este ano não senti muita vontade de correr atrás de quase nenhum, mas um dos que me despertou curiosidade foi...


... A Favorita. É do Yorgos Lanthimos, realizador do filme The Lobster, do qual gostei muito. Atirei-me de cabeça a este filme, sem saber grande coisa e fui muito surpreendida. Sabia que a história envolvia uma competição entre duas jovens pela atenção da rainha, mas acabou por ser mais do que isso. 
Achei a personagem da rainha Anne, brilhantemente interpretada pela Olivia Colman, extremamente interessante, especialmente por não corresponder àquilo que se esperaria de uma rainha, alguém forte, ponderada e com capacidade para liderar. Por outro lado, vemos uma pessoa infantil, doente, irritável (e irritante), bastante influenciável e sem capacidade (nem, provavelmente, vontade) para liderar. Quem acaba por ter esse papel é Lady Marlborough (Rachel Weisz), uma espécie de dama de companhia/conselheira/parasita/amante nos tempos livres. Vivem bem com isso e os seus mil coelhos, com a Lady Marlborough a conseguir o que quer, até que chega Abigail Hill (Emma Stone), uma prima de Lady Marlborough, que entra em competição pela amizade e atenção da rainha. Achei que o filme explora bem a personalidade das personagens, dando-nos uma visão mais profunda destas pessoas e fazendo-nos acreditar nelas e entender melhor os seus comportamentos. Gostei muito!



Numa das publicações recentes, mencionei o Jane Eyre e isso deixou-me com saudades do livro e lembrou-me que nunca cheguei a ver qualquer uma das suas adaptações cinematográficas. Foi desta! Vi o filme de 2011, do realizador Cary Joji Fukunaga, com a bonita Mia Wasikowska a interpretar a grande Jane. Adorei! Foi muito bom poder voltar a esta história, que me deixou ainda com mais vontade de reler o livro.
Passa-se em Inglaterra, na época vitoriana e conta a história da Jane Eyre, uma criança orfã que ficou ao cuidado de uns tios. Depois da morte do tio, Jane acaba por sofrer muito nas mãos dos primos e da tia e depois de um conflito, é enviada para Lowood, uma escola muito rigorosa e onde é apresentada como uma criança mal comportada e mentirosa, devendo as outras afastar-se dela. Depois de tudo isto, acompanhamos a Jane na sua ida para Thornfield Hall, de maneira a ser percetora de uma criança. É aqui que se passa a maior parte da ação do filme, onde conhecemos o Mr. Rochester (Michael Fassbender) e onde vemos a personalidade forte da Jane, especialmente em certas decisões que acaba por tomar.
Recomendo mesmo muito este filme. Deixou-me completamente agarrada à história e cheia de vontade de reler o livro, desta vez em inglês.


Fevereiro foi o mês em que fui a Edimburgo, então decidi fazer o trabalho de casa e aproveitar o lançamento recente do filme Mary Queen of Scots, realizado pela Josie Rourke. Apesar de ter achado o filme interessante, não o recomendaria a qualquer pessoa. Dá-nos a conhecer a história desta figura tão importante para a História da Escócia, nomeadamente a sua relação com a rainha de Inglaterra, Elizabeth I (Margot Robbie). Ainda assim, e por isso é que não recomendaria a toda a gente, acho que é importante saber alguma coisa sobre ela antes de se começar a ver o filme. Caso contrário, provavelmente vai parecer muita informação estranha e sem sentido.
O filme capta o momento em que a Mary (Saoirse Ronan) volta à Escócia, depois de ter vivido, casado e enviuvado em França, regressando ao trono enquanto legítima herdeira. Neste período, a Escócia e a Inglaterra ainda andam aos xutos e pontapés, implicando uma com a outra por exemplo por questões religiosas (catolicismo vs. protestantismo). Querendo ocupar o trono de Inglaterra, Mary torna-se numa ameaça para Elizabeth, nomeadamente dada a falta de herdeiros e o apoio dado a Mary, especialmente pelos católicos ingleses. A isto seguem-se uma série de traições, reviravoltas e esquemas, mesmo típicos destas histórias. Recomendo a quem tiver vontade de conhecer esta história.


Por fim, fechei o mês com Colette, um filme recente do mesmo realizador do Still Alice (Wash Westmoreland), que nunca cheguei a ver mas do qual ouvi falar muito bem. Vi várias pessoas elogiarem este novo filme com a Keira Knightley e fiquei com curiosidade, sabendo apenas que era um filme sobre a história de uma escritora francesa.
Conhecemos a história desta mulher que vivia com os pais, numa casa modesta numa zona rural de França, até que casa com Willy (Dominic West), um "escritor", e entra na grande cidade de Paris. Está entre aspas, porque na verdade ele apenas assinava os livros, alimentando-se da escrita de outros. Eventualmente, também Colette se torna num dos seus ghost writers. Inicialmente, isto é para ela uma oportunidade de escrever, retirando prazer disso mesmo, até que se torna numa espécie de escrava, sem qualquer reconhecimento, embora os seus livros se tornem grandes sucessos.
Com o decorrer do filme, vemos a Colette a mudar e a sair do seu casulo, ganhando mais confiança em si e libertando-se daquilo que o marido (e a sociedade) lhe vai impondo, de maneira a ser ela própria e fazer aquilo em que acredita, por si e para si.
É um filme com uma personagem forte e inspiradora. Nunca li nada desta escritora e nunca tinha sequer ouvido falar dela, mas fiquei com alguma curiosidade. Gostei muito.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Gilmore Girls Book TAG

Hoje decidi trazer algo diferente. Quando criei o blog, cheguei a responder a algumas tags e tinha guardado outras que me pareciam engraçadas e esta é uma delas. Adoro a série Gilmore Girls e desde que vi pessoas a responder a estas perguntas, que fiquei com vontade de o fazer também. Se ainda não viram esta série, não sei do que estão à espera! Recomendo muito, especialmente para quem gostar de livros, sentido de humor, sarcasmo, relações familiares, personagens determinadas e CAFÉ!
Então como é que isto funciona? Basicamente, alguém definiu uma frase relacionada a cada personagem, às quais devemos tentar corresponder um livro ou uma personagem de um livro.


Lorelai Gilmore: A character with a witty or sarcastic sense of humor

Eu adoro pessoas com sentido de humor e eu própria recorro tantas vezes ao sarcasmo, que por vezes quem me rodeia fica sem perceber bem se eu estava a falar a sério ou não. Ainda assim, foi-me muito difícil pensar num livro com personagens sarcásticas. Até que me lembrei de Orgulho e Preconceito, da Jane Austen e do pai da Elizabeth Bennet, que tem muito pouca paciência para os dramas da sua esposa, o que, através das mãos da Jane Austen, o coloca em diálogos bastante engraçados para o leitor, que lê neles o seu sarcasmo. (Tenho saudades deste livro...)


Rory Gilmore: Your favorite classic

Sou uma pessoa muito indecisa, então custa-me muito escolher qualquer coisa, ainda pior quando me pedem para escolher favoritos. Adoro ler livros clássicos, como falei recentemente neste post, então é difícil escolher só um. Adoro o Não Matem a Cotovia, da Harper Lee, o Jane Eyre, da Charlotte Brontë, entre outros, mas desta vez acho que tenho mesmo que escolher o Wuthering Heights, Emily Brontë. Adorei reler este livro e tenho a certeza que eu, pessoa que não costuma reler livros, irei reler este mais um milhão de vezes.




Luke: A book you secretly love, but are afraid to admit

Não consegui pensar em nenhum livro para esta categoria. Na verdade não tenho vergonha de qualquer livro que li. Tenho vergonha é daqueles que ainda não li!






Lane: A musical character

Demorei muito tempo a lembrar-me de alguém para esta categoria. Estava prestes a desistir, até que me lembrei de Senhor dos Anéis! Na Terra Média é típico criarem-se canções para imortalizar feitos históricos, então ao longo dos livros vão surgindo vários poemas que eram por eles cantados, especialmente durante as suas longas caminhadas. 





Dean: Your first book love

Esta foi fácil! Antes deste, houve um livro que foi o primeiro a prender-me à leitura, mas se estivermos a falar de crushes literárias (que na verdade não costumo ter), tenho que obviamente mencionar Crepúsculo, da Stephenie Meyer. Na altura em que li esta série, devorei-a. Foi ela que cimentou em mim o hábito da leitura e era com o Edward Cullen que sonhava explorar as florestas de Forks. E não, nunca me deixei seduzir pelos abdominais do Jacob!



Sookie: A book you’ve devoured

Para esta lembrei-me imediatamente de um livro que comprei e no próprio dia me sentei a folhear as primeiras páginas. Pensei que ia ler só o primeiro parágrafo, para matar a curiosidade que um livro acabado de comprar traz sempre consigo. Quando dei por ela, já não conseguia parar. Embora já me tenha esquecido de muita coisa desta história, lembro-me de ter gostado muito do primeiro contacto com a escrita do Albert Camus. Um dia preciso de o reler!




Jess: A book you love, that gets the most hate

Esta também é difícil, porque embora algumas pessoas não gostem deste livro, acredito que se deva ao contexto em que têm contacto com ele. Podia estar a falar d'Os Maias, do Eça de Queiroz, mas decidi escolher o Memorial do Convento, do José Saramago. Qualquer livro de leitura obrigatória levanta alguns ódios ou expressões de enfado, porque a maioria das pessoas não gosta de fazer coisas por obrigação. Já eu, adorei este livro e a oportunidade de o ter estudado em aula. Já com Os Maias, reconciliei-me anos mais tarde.




Miss Patty: A book that was ruined by the hype

Estive quase a não responder a esta, porque não sinto que tenha gostado menos de algum livro por causa da sua fama. A única pseudo resposta que poderia dar seria um livro que terminei esta semana, o Contos do Gin-Tonic, do Mário-Henrique Leiria. Tinha as expectativas muito elevadas em relação a este livro e, embora tenha sentido que a minha experiência com ele ficou aquém do esperado, não sinto que tenha sido pela sua fama.




Emily Gilmore: An expensive book

Não considero nenhum dos meus livros caros, porque não dou muito dinheiro por nada (eheh, pobre ou capricorniana - or both!). A maioria dos livros que tenho são em segunda mão ou comprados em saldos, então não tenho nenhum livro muito caro. Talvez os mais caros sejam livros técnicos, mas não vou incluir esses aqui. Escolhi esta edição do Anna Karenina, que comprei a metade do preço, mas fora os livros técnicos, deve ser o mais caro que tenho.





Paris: An uptight character

Foi difícil escolher alguém para aqui. Pensei na Hermione Granger, por ser uma pessoa empenhada, determinada, estudiosa e um bocadinho neurótica como a Paris. Ainda assim, decidi escolher a personagem mais control freak que conheci: o Ebenezer Scrooge, do A Christmas Carol (Charles Dickens).





Richard Gilmore: A character death you will never get over

Não, não vou escolher nenhuma personagem de Harry Potter (até porque ainda só li até ao quarto livro e até aí ainda não morreu ninguém com quem eu me importasse muito). Vou mesmo referir o meu querido Afonso da Maia! Meu deus... Reli Os Maias há mais ou menos um ano e já não me lembrava de quase nada, tirando a parte dos manos in love. Quando chego à parte em que o Afonso da Maia morre... Fiquei de coração partido! Era uma das minhas personagens preferidas... 




Logan: A character who has gone through the most development

Pensei imediatamente no Scrooge assim que li isto, porque é uma personagem que muda bastante ao longo da história. Ainda assim, decidi escolher outro livro, até porque adoro histórias em que acompanhamos personagens ao longo do tempo e as vemos desenvolverem-se. Com isto, lembrei-me da Jane Eyre! É um livro que quero muito reler e desta vez em inglês, porque adorei a primeira leitura. Conhecemos a Jane desde criança e acompanhamos enquanto se desenvolve numa mulher decidida e muito forte. Uma brilhante história feminista escrita na época vitoriana pela Charlotte Brontë! Quando tiver relido, venho aqui escrever sobre ele.