terça-feira, 6 de outubro de 2015

Três músicas | Três Livros #1

Há uns tempos vi um vídeo no canal de uma das minhas booktubers preferidas, a Tatiana Feltrin, no qual ela falava de algumas músicas que tinham sido inspiradas em livros. Adorei aquele vídeo e achei a ideia muito interessante. Então andei a pesquisar e encontrei várias músicas. A ideia é ir publicando três músicas assim de vez em quando. Estas são as três primeiras:

Alt-J - Breezeblocks



Breezeblocks foi a primeira música que ouvi desta banda britânica, que pela sua sonoridade, que considero ser tão única, se foram tornando numa das bandas que mais gosto de ouvir e de cujas músicas não me consigo cansar. Esta é uma música de amor um bocado estranha, especialmente pelos versos "Please don't go. I'll eat you whole. I love you so.". Isto, porque esta música foi parcialmente inspirada na história de um livro infantil de 1963, de Maurice Sendak, chamado Where The Wild Things Are. Segundo uma entrevista dada pelo vocalista desta banda, Joe Newman, "This song is about liking someone who you want so much that you want to hurt yourself and them, as well.". Supostamente no final desse livro, que eu não conheço, os monstros dizem "Oh, please don't go! We'll eat you whole! We love you so!", chegando a ponderar mesmo o canibalismo, como forma de ter aquela pessoa.

The Police - Don't Stand So Close To Me



Esta foi uma das músicas mais vendidas nos anos 80, no Reino Unido. Nunca prestei grande atenção à sua letra, mas realmente faz sentido. Esta música é sobre a relação proibida entre um professor e uma aluna. Chegou até a especular-se se esta não seria uma música baseada na experiência do próprio Sting, tendo ele sido professor. No entanto, mais tarde, o vocalista veio a desmentir tudo isso. Quanto à inspiração literária utilizada por Sting na criação desta música, ela diz respeito ao livro Lolita, de Vladimir Nabokov, sendo este mencionado no final da música "Just like the old man in that book by Nabokov".


Kate Bush - Wuthering Heights



Esta foi a música com que Kate Bush começou a sua carreira, aos 19 anos de idade. Apesar da dúvida por parte da editora, esta música foi um sucesso e transformou a sua autora na primeira mulher, no Reino Unido, a chegar ao número um com uma música que ela própria compôs. A referência literária que está nesta música é bastante óbvia, começando logo pelo título, que remete para o romance de Emily Brontë, Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais), que, curiosamente, foi o primeiro clássico que alguma vez li. Basicamente a letra desta música conta a história de Catherine e Heathcliff, protagonistas deste clássico literário. Segundo a cantora, aquando da criação do seu primeiro álbum, apesar de ter uma vasta colectânea de canções escritas por ela desde os seus 13 anos, Kate optou por se lançar na indústria musical com esta música, que terá escrito, debaixo de uma noite de luar, imediatamente antes de começar a gravar o álbum.



terça-feira, 8 de setembro de 2015

Resenha: I've Got Your Number, Sophie Kinsella


Depois de ter lido dois clássicos, decidi "mudar de ares" durante um bocadinho e ler um livro mais simples e rápido de ler. Há quem já conheça a Sophie Kinsella, por ser a autora dos famosos livros (e filmes) Louca por Compras, mas eu nunca lhe tinha prestado muito atenção. No entanto, como ouvi falar bem deste livro e que seria uma leitura rápida e divertida, optei por lhe dar uma oportunidade.

I've Got Your Number é um livro que já tem tradução em português e que conta a história de Poppy Wyatt, uma rapariga fisioterapeuta, que está noiva de um rapaz que conheceu há pouco mais de um mês, o inteligente e charmoso, Magnus Tavish. No início da história, encontramos a Poppy em pânico, porque perdera o seu anel de noivado e, ainda por cima, este era uma herança de família e valia imenso dinheiro. Depois de ter impedido que a equipa de limpeza começasse a limpar o salão do hotel onde se dera a festa onde tudo aconteceu, e depois de ter procurado em todos os recantos e implorado a toda a gente que procurasse também, Poppy faz uma pausa e decide tentar falar com uma das suas melhores amigas. Para isso, sai do hotel, de modo a obter mais rede e é aí que um homem passa e lhe rouba o telemóvel. Agora como é que alguém a ia avisar, caso o anel fosse encontrado? Ou como é que ia falar com quem quer que fosse? 
Contudo, enquanto desesperava por ter ficado sem telemóvel, a nossa protagonista é subitamente presenteada com um momento de sorte. Ao olhar para o lado, ela repara que está um telemóvel no caixote do lixo e se está no lixo, é porque ninguém o quer. Assim sendo, ela fica com ele, dando logo o novo número ao recepcionista do hotel, para caso o anel seja encontrado, ele a possa contactar. 
Mas a Poppy não ganhou só um telemóvel novo. Com ele, surgem também novas pessoas na sua vida, pois esse telemóvel pertencia à assistente de um empresário, Sam Roxton, que estava também naquele hotel, numa conferência. A assistente foi embora, atrás de um outro emprego, mas os e-mails e as mensagens continuaram a ir parar àquele telemóvel. A Poppy sente que lhe estão a fazer um favor, ao poder usar aquele telemóvel, então sente-se na obrigação de reencaminhar todas as mensagens ao Sam. E é a partir daí que se vai desenvolver a história. 

Quanto à minha opinião, este foi de facto um livro fácil e rápido de ler e eu gostei dele, apesar de ter tido alguns problemas. Inicialmente, não gostei muito da imagem que estava a ser criada da Poppy, como uma rapariga superficial e pouco inteligente, que faz tudo para agradar ao seu noivo. Entretanto fui deixando isso de lado, para tentar aproveitar a história. Contudo, devo dizer que a meio do livro, eu já sabia como é que a história ia acabar, porque sim, tem alguns clichés. Ainda assim, posso dizer que até gostei, só não acrescentou nada à minha vida. É um bom livro para se adaptar ao cinema e sinto que se existisse um filme, não se ganharia nada ao ler o livro, bastaria ver o filme. Mas pronto, recomendo para quem se quiser distrair um bocadinho.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Filme: Another Earth (2011)


Já há algum tempo que dei por mim a deixar de ver filmes. Comecei a só ver séries, o que não é mau, mas isso acabou por fazer com que me habituasse a estar concentrada em algo durante pouco mais de meia hora, no máximo. Isso acabou por levar a que eu me cansasse muito rapidamente de ver um filme, independentemente de quão bom estivesse a ser. 

Assim sendo, decidi que ia tentar ver pelo menos um ou dois filmes por mês e que depois talvez até viesse aqui comentar se gostei ou não. E é isso que vim aqui fazer hoje. Ontem à noite optei por ver este filme de 2011, Another Earth, do qual nada sabia, mas tinha curiosidade, por se encontrar numa lista juntamente com alguns filmes que já tinha visto e gostado. Muitas vezes, gosto bem mais da experiência de ver um filme ou ler um livro, quando pouco ou nada sei sobre ele, por isso decidi arriscar.

Esta história começa com a descoberta de que existe um outro planeta exactamente igual ao nosso, ao qual eles chamaram Earth 2. Esta descoberta põe toda a gente de olhos postos no céu, incluindo Rhonda, a protagonista deste filme. Um dia, enquanto conduzia, Rhonda deixou-se absorver pela grandeza do céu estrelado acima dela e pela visão desse novo planeta, o que levou a que tivesse um acidente rodoviário, chocando frontalmente com um carro onde seguia uma família. Desse acidente, do qual a nossa protagonista sai culpada, acabando por ser presa, sobrevive apenas uma pessoa, com a qual ela acaba por estabelecer contacto uns anos depois. 

Não vou dizer mais nada, porque não quero dizer coisas a mais, que possam estragar a experiência de ver o filme a alguém. Pensei que fosse gostar menos dele, porque achei que se fosse focar apenas nessa descoberta de um novo planeta. Contudo, penso que conseguiram aprofundar mais a história, ligando essa parte científica, com algumas reflexões sobre a culpa e o perdão, das quais gostei bastante. Outro aspecto a que dou bastante importância e do qual também gostei, foi das imagens e das cores utilizadas. Portanto, posso dizer que gostei do filme e que não me senti aborrecida em momento algum, o que é sempre um bom indicador!