Volto quando os exames tiverem acabado. Isto se sobreviver, claro!
quinta-feira, 4 de junho de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Quem Escreve #2: Bukowski
"What matters most is
How well you
Walk through the
Fire."
Autor: Henry Charles Bukowski Jr.
Data de nascimento: 16 de Agosto de 1920
Data de morte: 9 de Março de 1994
Nacionalidade: Alemã/Americana
Bukowski nasceu na Alemanha, mas foi viver para os E.U.A. logo aos dois anos de idade. O seu pai era um soldado bastante rígido e amante da disciplina, acabando por ser bastante exigente com o próprio filho, punindo-o fisicamente após a mais pequena falha. Além dos abusos físicos por parte do pai, Bukowski não tinha muitos amigos, pois sofria de bullying por parte dos rapazes e era rejeitado pelas raparigas.
Em 1939, Charles ainda procurou frequentar o Los Angeles City College, mas acabou por sair logo aquando do início da 2ª Guerra Mundial, partindo para Nova Iorque com a ambição de vir a ser escritor, o que só consegue alcançar, profissionalmente, aos 35 anos, quando começa a publicar as suas obras em jornais mais alternativos e independentes. Apesar de só ter começado a publicar aos 35 anos, Bukowski escreveu mais de quarenta livros de poesia, contos e romance. As suas obras são dominadas pelo álcool, sexo, apostas e música, tendo um carácter bastante auto-biográfico. A escrita de Bukowski é crua e transpira loucura, não havendo a necessidade de ornamentos literários para que a mensagem seja transmitida. Aos 74 anos, morre de leucemia, deixando para trás uma obra imensa, especialmente de poesia, que continuou a ser publicada e adorada pelos seus leitores.
Em 1939, Charles ainda procurou frequentar o Los Angeles City College, mas acabou por sair logo aquando do início da 2ª Guerra Mundial, partindo para Nova Iorque com a ambição de vir a ser escritor, o que só consegue alcançar, profissionalmente, aos 35 anos, quando começa a publicar as suas obras em jornais mais alternativos e independentes. Apesar de só ter começado a publicar aos 35 anos, Bukowski escreveu mais de quarenta livros de poesia, contos e romance. As suas obras são dominadas pelo álcool, sexo, apostas e música, tendo um carácter bastante auto-biográfico. A escrita de Bukowski é crua e transpira loucura, não havendo a necessidade de ornamentos literários para que a mensagem seja transmitida. Aos 74 anos, morre de leucemia, deixando para trás uma obra imensa, especialmente de poesia, que continuou a ser publicada e adorada pelos seus leitores.
Influências:
Quer tenha sido pela escrita em si, pelos temas abordados, pelos personagens, ou por qualquer outra razão, aqui estão alguns autores que terão influenciado Bukowski: John Fante, Louis-Ferdinand Céline, Henry Miller, Jean-Paul Sartre, George Orwell, Fiódor Dostoiévski, Ernest Hemingway e Knut Hamson.
Alguns livros publicados:
Poesia:
Contos:
Romances:
- 1977 - Love is a Dog from Hell
- 1986 - You Get So Lonely at Times That it Just Makes Sense
- 1992 - The Last Night of the Earth Poems
Contos:
- 1978 - Histórias da Loucura Normal
- 1983 - Música para Água Ardente
- 1983 - A Mulher Mais Bonita da Cidade
Romances:
Curiosidades:
- Aos treze anos de idade, Bukowski foi convidado por um colega a ir a sua casa, onde provou uma bebida alcoólica pela primeira vez e, mais tarde ao escrever sobre o assunto, o escritor disse: "It was magic. Why hadn't someone told me?".
- É também aos treze anos que o autor diz ter escrito o seu primeiro conto. Bukowski afirma que, do nada, pegou num lápis e começou a escrever num caderno, sem parar. O conto era sobre um homem armado, que andava num avião a matar pessoas. Esse conto acabou por ser confiscado pelo pai do autor, que o destruiu imediatamente.
- Foram vários os empregos que este escritor teve e todos eles lhe deram experiências que serviram de inspiração para algumas das suas histórias. Entre esses empregos estão: camionista, carteiro, funcionário numa estação de combustíveis, assistente de parques de estacionamento, funcionário num matadouro, colunista, ...
Quanto a mim, ainda só li um livro de Bukowski, um romance, Pulp, com o qual me estreei aqui no blog. Gostei bastante da escrita dele e quero mesmo muito ler mais daquilo que ele escreveu.
"There's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.
There's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pour whiskey on him an inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there."
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Filme: Anna Karénina (2012)
Bem, finalmente tirei algum tempo para ver este filme. Queria mesmo saber como tinha ficado a adaptação cinematográfica deste livro do Tolstoi, cuja opinião já escrevi por aqui no blog. Além disso, adoro a Keira Knightley e, apesar de não a ter imaginado a ela como Anna Karenina, o facto de ela aparecer no filme, deu-me ainda mais vontade de o ver. Para não falar da banda sonora, que já tinha ouvido, durante a leitura do livro, e que tinha adorado.
O filme acaba por se focar principalmente na história da Anna Karenina, deixando um pouco de lado os outros personagens, que para mim, foram absolutamente essenciais no livro. No entanto, Anna Karenina é a protagonista desta história, por isso faz sentido que o filme se tenha centrado na sua história.
No geral, gostei do filme. Não se tornou num dos meus filmes preferidos, mas foi uma boa experiência, apesar de se ter perdido um pouco da profundidade do livro. Gostei bastante da ideia de fazer parecer que toda a história se passa num palco. Há uma continuidade entre cada cena e por vezes vêm-se mesmo os cenários mudar atrás dos personagens, o que dá ainda mais essa imagem de um teatro. Assim como a própria forma como os personagens se movimentam, por vezes, semelhante a uma dança.
Mais especificamente, uma das minhas cenas preferidas do livro é, tal como já mencionei na resenha, a primeira vez que vemos a Anna Karenina e, ao mesmo tempo, a primeira vez que ela e Vronski se cruzam. Adorei essa parte, mas no filme perdeu toda a sua "magia" e a Anna Karenina não apareceu como eu a tinha imaginado.
Ainda assim, gostei bastante do filme, no geral. Uma das cenas que, para mim, merece ser destacada, é a cena do baile, onde Anna e Vronski dançam juntos. Foi absolutamente linda e não consegui mesmo tirar os olhos do ecrã, de tão bem construída que foi. A própria evolução da cena, que se vai tornando cada vez mais densa e frenética... ksdhfkj! Muito amor para esta cena! Vou deixar aqui, para quem tiver curiosidade. (Eu, pessoa que odeia spoilers, digo-vos que ver esta cena não vos vai arruinar a experiência de ler o livro ou de ver o filme. É seguro!)
Concluindo, acho que foi um bom filme, com um conceito geral interessante, com umas fatiotas giras e com uma excelente banda sonora (como já disse 19075657 vezes). Contudo, para quem quer conhecer a história, mas está com preguiça de ler o livro, acho que vai perder muito se se ficar apenas pelo filme. Uma das razões para isso mesmo é porque o filme se foca quase totalmente na história da Anna Karenina e mesmo esta é bem mais aprofundada no livro. O ideal, para mim, continua a ser ler primeiro o livro e, depois, ver o filme.
"You can't ask why about love."
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