terça-feira, 11 de agosto de 2015

Resenha: Seriously... I'm Kidding, Ellen DeGeneres


I personally like being unique. I like being my own person with my own style and my own opinion and my own toothbrush. I think it's so much better to stand out in some way and to set yourself apart from the masses. It would be so boring to look out into the world and see hundreds of people who look and think exactly like me. If I wanted that, I could just sit in front of a mirror and admire my own reflection all day.”

Penso que toda a gente (ou a maioria) sabe quem é a Ellen DeGeneres, uma apresentadora norte-americana. Adoro o programa dela e sempre que vejo que este está a passar na TV, independentemente do que tenha para fazer, não consigo ignorar e desligar a televisão. Isto, porque o seu talkshow me deixa mesmo bem disposta e acabo sempre por rir e dançar com ela.

Como a acompanho mais ou menos há algum tempo, já sabia que ela tinha lançado alguns livros, mas nunca tinha pensado em lê-los, até há bem pouco tempo. Optei por "lê-lo" via audiobook, o qual é narrado pela própria autora e (desculpa Ellen) se encontra completo no YouTube.

Nunca tinha "lido" um livro desta forma, porque sempre preferi ler o livro de forma escrita e, de preferência, em papel. No entanto, talvez por ser mesmo a Ellen a narrá-lo, gostei desta nova experiência. O audiobook foi gravado de forma a que pareça mesmo que a autora está a falar connosco, o que torna a sua "leitura" bem mais interessante e engraçada.

Quanto ao livro em si, é impossível resumir a história, porque esta não existe. Isto, visto que este é um livro onde a Ellen depositou os seus pensamentos sobre alguns temas e algumas coisas que lhe aconteceram. No entanto, acabei por apontar algumas passagens do livro, que achei interessantes, por alguma razão, e vou deixá-las aqui. Lidas pela Ellen, com a sua entoação e tudo mais, tornam-se bem mais engraçadas, por isso aconselho-vos a ouvir o audiobook.


A sua opinião sobre espelhos ampliados:
"They show you things that you did'nt know were there, that no one can possibly see. (...) I don't know why we ever need to look into those. They're not accurate. They point out every single one of our flaws. We don't need that. That's why we have mothers. The fact of the matter is that everyone has flaws. No one is perfect, except for Penélope Cruz. Our flaws are what make us human. If we can accept them as part of who we are, they really don't even have to be an issue."


"And the bottom line is we are who we are - we look a certain way, we talk a certain way, we walk a certain way. I strut because I'm a supermodel, and sometimes I gallop for fun. When we learn to accept that, other people learn to accept us. So be who you really are. Embrace who you are. Literally. Hug yourself. Accept who you are. Unless you're a serial killer."


Sobre a quantidade enorme de cremes que a sua esposa, a Portia, tem em casa:
"She has every kind of lotion there is - and there's a lot. There's lotion for your face, lotion for your hands, lotion for your feet, lotion for your body. Why? What would happen if you put hand lotion on your feet? Would your feet get confused and start clapping?"

A certa altura, ela comenta também sobre o facto de já não precisarmos tanto de escrever em papel para nos expressarmos, por causa das tecnologias e redes sociais, que nos permitem fazê-lo de outra forma. Relacionado com isso, fala também sobre como as pessoas têm tanto entretenimento ao seu dispor, que já não lêem tantos livros. Além disso, opta também por salientar a importância de acreditarmos em nós mesmos, nomeadamente as mulheres, que muitas vezes põe os seus sonhos de lado, por acharem que não serão capazes de os realizar.

Concluindo, não achei que tivesse sido um livro excelente, mas foi uma boa experiência e, de certa forma, uma boa "conversa" com a Ellen.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

TOP 5 Wednesday-às-Terças #1

Às vezes apetece-me escrever alguma coisa aqui no blog, mas ou não tenho um livro para comentar ou quero variar um bocadinho, publicando outro tipo de conteúdo. Para tal, acabo por responder a algumas TAG's, mas como não tenho assim tantos livros, vai-se tornando um bocadinho repetitivo e sem graça. Assim sendo, optei por espreitar este grupo "TOP 5 Wednesday" do Goodreads, cujo objectivo acho que é mesmo esse, o de nos dar alguns tópicos, relacionados com livros, para que possamos falar sobre eles.
Há um tópico para cada semana do mês e o objectivo é responder, nomeando cinco livros/personagens/... O tópico que eu escolhi não é deste mês, mas assim que o vi, pensei logo em vários livros, então decidi começar com ele.

8 de Abril - Livros que já gostarias de ter começado ontem.


1. Harry Potter, J. K. Rowling. Pois, eu ainda não acabei de ler estes livros. Sim, eu cresci com Harry Potter, mas com os filmes e não com os livros. Só muitos anos depois é que ouvi falar dos livros, mas assim que soube da sua existência, fiquei logo cheia de vontade de os ler. Tenho tentado levar essa missão a cabo, mas outros livros, cujas histórias eu desconheço, têm vindo a ultrapassá-la. Até hoje só tenho os quatro primeiros livros e agora há novas edições, que são absolutamente lindas, mas que são diferentes da minha... Assim, quando comprar o quinto livro já vai ser numa edição diferente... Mas pronto, eu não me importo assim tanto, o que interessa mesmo é que esta série de livros já era mesmo para ter sido lida ontem!


2. Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien. Quanto a esta trilogia, pelo menos tenho os livros todos comigo! Durante muitas anos não li, nem vi nada de Senhor dos Anéis pura e simplesmente por causa de uma série de vídeos do YouTube chamada "Bichas do Demónio", que utiliza as imagens dos filmes e substitui os sons originais por diálogos engraçados em português. Ainda só li o primeiro livro e, por isso, ainda só vi o primeiro filme, mas durante o mesmo estava constantemente a imitar algumas das falas dessa série e a rir-me sozinha de coisas sem qualquer piada. Mas pronto, estou agora a ler o segundo livro e depois passarei para o terceiro, de modo a terminar uma das histórias mais épicas de sempre.



3. Cidades de Papel, John Green. Li "A Culpa é das Estrelas" no Verão passado, mas na altura não fiquei cheia de curiosidade para ler mais obras do autor, só que entretanto comecei a ouvir falar bastante bem do "Cidades de Papel", nomeadamente por parte de uma ou duas pessoas em cujo gosto confio bastante, que falaram do livro como sendo uma leitura leve e bem divertida. É Verão, por isso uma leitura leve e divertida vem mesmo a calhar e além disso, penso que o adaptação deste livro para o cinema já saiu ou está prestes a sair, o que me dá ainda mais vontade de o ler, para depois poder comparar com o filme. Bem, pode ser que aconteça entretanto...



4. Mrs. Dalloway, Virginia Woolf. Já não tenho mais desculpas, até porque já tenho o livro e na edição que queria. Quero mesmo muito ler tudo de Virginia Woolf. Já ouvi falar tão bem dela, por parte de pessoas confiáveis, que tenho quase a certeza de que vou gostar! Ainda vai acontecer este Verão!



5. Série Hannibal, Thomas Harris. Nunca li nada deste género, por isso não sei se irei gostar ou não, mas, honestamente, creio que sim. Já há muito tempo que tenho curiosidade relativamente a esta história e a este personagem, Hannibal Lecter, a qual só tem vindo a aumentar a partir do momento em que comecei a assistir à série televisiva. Optei por ver a série, mas ainda não vi os filmes, isto porque sempre que tenciono verdadeiramente ler os livros, procuro fazê-lo primeiro e só depois ver os filmes. Gosto de todas as surpresas que podem estar escondidas nos livros e não quero estragar isso ao ver os filmes primeiro. Ainda não tenho os livros, mas um dia destes isto há-de acontecer e eu vou lê-los!



terça-feira, 21 de julho de 2015

Resenha: Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez


"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo."


Quase um ano depois de ter comprado este livro, decidi pegar nele. Nunca tinha lido nada do colombiano Gabriel García Márquez, mas a vontade era muita e acho que comecei bem. Cem Anos de Solidão é uma das suas obras mais conhecidas, tendo sido esta destacada com a atribuição do Prémio Nobel ao seu autor em 1982.

Acho que é um bocadinho difícil resumir esta história, porque ela decorre ao longo de cem anos, durante os quais acompanhamos a vida da família Buendía, fundadora de uma pequena aldeia chamada Macondo. São muitos personagens e com nomes repetidos, tornando-se, muitas vezes, complicado lembrar quem é quem. Contudo, essa repetição de nomes tem o seu propósito. Nesta família, os nomes de cada membro determinam a sua personalidade e o seu destino. De uma pessoa com o nome X já era esperado que agisse de certa maneira. Isto é importante ao ponto de a certa altura do livro ser afirmado que os nomes de dois irmão devem ter sido trocados, porque os nomes que lhes foram atribuídos não correspondem à sua personalidade.

Esta família começa com o casamento incestuoso de dois primos, José Arcadio e Úrsula, sendo tal fenómeno repetido imensas vezes nas seguintes gerações. Aqui encontramos logo um dos muitos elementos de realismo fantástico apresentados ao longo do livro, sendo que nos é dito que deste tipo de relações incestuosas sairiam filhos com rabo de porco. Eu gosto desses mesmos elementos, os quais, na minha opinião, tornam a história bem mais interessante.

Gabriel García Márquez aproveita também para fazer um retrato de uma guerra civil entre liberais e conservadores, na qual um membro da família Buendía participará, ainda que, anos mais tarde, devido à manipulação exercida pelo Governo, tal ser encarado pelas pessoas como um mito ou uma lenda, como terá também acontecido noutros momentos, como no episódio do encerramento da companhia bananeira.

Tal como mencionei acima, nesta história conhecemos uma panóplia de personagens, cada um com a sua particularidade, talvez sendo até mais fácil relembrá-los através dessas particularidades do que através dos seus nomes. É de destacar a forte presença das mulheres nesta história, que se impunham, tinham poder e uma palavra a dizer.

Há quem diga que estes "Cem Anos de Solidão" remetem para à solidão associada ao que é/era ser latino-americano, alguém que foi invadido, explorado, colonizado e, posteriormente, abandonado à sua sorte, o que faz sentido.

Adorei este livro e quero muito ler mais do autor. Este é um daqueles livros que merece e deve ser relido imensas vezes, pois acredito que em cada releitura se vá encontrar mais uma coisa que terá escapado na leitura anterior.

"Era uma tortura inútil porque, já nessa época, ele tinha terror de tudo o que o rodeava, e estava preparado para se assustar com tudo o que encontrasse na vida: as mulheres da rua, que estragavam o sangue; as mulheres da casa, que pariam filhos com rabos de porco; os galos de luta, que provocavam a morte de homens e remorsos de consciência para o resto da vida; as armas de fogo, que só por serem tocadas condenavam a vinte anos de guerra; as empresas incertas, que só conduziam ao desencanto e à loucura, e tudo, enfim, tudo quanto Deus tinha criado na sua infinita bondade e que o Diabo pervertera."